Provas

Como saber se você está bem preparado para fazer um concurso?

Muitos candidatos estudam um bocado, mas se decepcionam quando se deparam com a prova do seu concurso. Ficam surpresos com o tamanho ou a complexidade do enunciado de algumas questões e sentem-se injustiçados. Não estavam preparados para aquilo.

A única maneira eficiente de saber antecipadamente se o seu estudo está de acordo com o que será cobrado no concurso é resolver questões de provas anteriores – é um dos recursos mais importantes na preparação de candidatos que desejam prestar concursos públicos. Esse treino permite ter uma boa noção de como a teoria estudada é cobrada nas provas e também identifica os pontos que precisam ser reforçados, aprofundados ou incluídos no estudo, caso tenham ficado de fora.

Mas existem alguns critérios a serem adotados para que esse trabalho resulte, efetivamente, em melhora no desempenho.

Quando começar
Só faz sentido iniciar a resolução de provas anteriores depois do estudo da teoria, incluindo as revisões para fixação do conteúdo. Antes disso, seria mero exercício de adivinhação – ou de vaidade – e uma total perda de tempo. E como tempo é um recurso caro para o candidato, não deve ser desperdiçado.

Mas isso não significa que é preciso concluir o estudo de todas as matérias para começar a resolução de provas anteriores. O candidato pode – e deve – incluir essa etapa conforme terminar o estudo de cada disciplina. Lembrando que as matérias são estudadas em paralelo ao longo da semana, e que têm tamanhos diferentes de conteúdo; assim, umas acabam antes de outras.

É importante utilizar questões de mesmo nível de escolaridade para o qual o candidato pretende fazer prova, para que o candidato não seja induzido, equivocadamente, a estudar algo que não será cobrado no seu concurso.

Período das questões
Buscar concursos muito antigos pode levar o candidato a erro, por dois motivos: pode ter havido alteração no conteúdo da matéria, o que é relativamente frequente em matérias de Direito, que envolvem legislação, mas aconteceu também com a Contabilidade, por exemplo; ou o estilo de questão pode estar muito ultrapassado (questões muito simples ou que cobrem literalidade de leis) e em desacordo com o utilizado nos concursos mais recentes.

É mais seguro selecionar questões de concursos que aconteceram no máximo há dois anos e meio ou três, e sempre com o cuidado de saber se não houve alteração posterior de conteúdo, que possa ter alterado o gabarito.

Todas as bancas
No início da preparação, é mais produtivo o candidato resolver questões de diversas bancas examinadoras, para ter acesso aos variados estilos de questões.

Isso, considerando que estamos falando de uma preparação antecipada e com foco em uma área de concursos, mas não em um concurso específico. Assim, quando chegar o momento de participar de editais, o candidato deverá estar bem preparado para qualquer concurso que sair, independentemente da instituição que for organizá-lo.

Quem começa a preparação com foco em um concurso específico e que historicamente é organizado por uma mesma banca, pode até priorizar as questões daquela instituição, mas precisa estar ciente de que pode acontecer de o seu concurso ter uma organizadora diferente.

Depois do edital
Quando o edital é publicado (ou mesmo antes, depois que a organizadora é contratada), é momento de resolver todas as questões possíveis daquela banca, para todas as disciplinas que serão cobradas no concurso e de mesmo nível de escolaridade.

Provas de concursos anteriores para o mesmo cargo, mesmo que tenham sido elaborados por outra instituição, também devem ser resolvidas, para que o candidato possa conhecer o maior número de questões sobre o conteúdo do edital – matérias específicas, tais como legislação do órgão ou relativa às atividades que serão exercidas só serão encontradas nesses concursos.

Sites de questões
Os recursos à disposição de candidatos a concursos público são cada vez mais amigáveis, e um dos importantes ganhos para a preparação são as páginas que contêm questões de concursos que já aconteceram.

Isso evita o gasto de tempo que seria necessário para buscar nas páginas de cada banca as provas desejadas.

Nas páginas de citadas é possível utilizar filtros para montar conjuntos de questões por banca examinadora, por matéria, por assunto da matéria, por nível de escolaridade e outros. Melhor impossível.
Esse recurso permite também que o candidato possa utilizar questões reais ainda durante a etapa de estudo da teoria, como exercícios didáticos de fixação. Ou seja, o candidato pode fazer a leitura da teoria de um tópico específico e, em seguida, tentar resolver algumas questões sobre aquele ponto da matéria.

Se for preciso, pode consultar a teoria para tirar dúvidas, sem medo de estar “roubando”, porque nessa etapa inicial a função das questões é levantar dúvidas e auxiliar na fixação do conteúdo. Mas isso não substitui a etapa posterior, de verificação final de aprendizado e orientação de onde e como é necessário revisar o estudo.

Bancas similares
Pode acontecer de a banca escolhida para o seu concurso ser uma banca menor ou mais nova e não ter realizado muitos concursos anteriormente, o que vai dificultar o acesso a um grande número de questões.
Nesse caso, o ideal é buscar bancas similares e resolver questões que as mesmas tenham elaborado. Isso não deve ser motivo de preocupação, afinal, a banca será pouco conhecida para todos os candidatos.
Veja as principais bancas examinadoras e alguns dos concursos que organizam:
– Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe – antigo Cespe/UnB)
– Escola de Administração Fazendária (Esaf)
– Fundação Carlos Chagas (FCC)
– Fundação Cesgranrio
– Fundação Getúlio Vargas (FGV)